O frevo em Olinda

Todo povo tem expressões culturais tão próprias que não dá para imaginá-lo sem elas, ou elas em outro lugar, como é o caso do frevo em Olinda. Embora nascido no Recife, é em Olinda que o frevo tem hoje a sua maior expressão. Nas ruas e ladeiras da cidade, a folia impera há mais de 100 anos, pois o gosto dos olindenses pela “ferveção” da festa já se fazia sentir no início do século XX, com o surgimento de diversas agremiações.

Em seu livro Olinda, Carnaval e Povo, o pesquisador olindense, José Ataide, registra a existência de agremiações carnavalescas em Olinda já em 1901, quando foi criado o Clube Carnavalesco Misto As Pás, que desapareceu da folia olindense em 1920. Ele cita ainda a centenária Troça Carnavalesca As Cigarreiras, de 1906, que desapareceu em 1917, bem como o Clube Carnavalesco Misto Lenhadores, de 1907, e o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas, de 1912, únicos daquela época que ainda hoje se apresentam no carnaval da cidade.

Em Olinda a festa do frevo é eminentemente democrática e popular, características que se evidenciam na convivência harmoniosa do frevo com outras manifestações culturais da cidade, como o maracatu, o samba, o manguebeat e outros gêneros musicais, em perfeita sintonia com a tradição multicultural da cidade.

Uma festa que, a cada ano, se torna ainda mais participativa graças à disposição do governo de Olinda de resgatar as características culturais e ampliar a integração popular de uma das maiores manifestações coletivas do Brasil.

Hoje mais de um milhão de pessoas vindas de todo o mundo lotam as ruas e ladeiras do Sítio Histórico da cidade em busca da efervescência e da alegria da festa. Uma folia alimentada por cerca de 500 agremiações carnavalescas locais e de outros municípios pernambucanos, que tornam o Carnaval olindense inesquecível e imperdível.

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