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Quarta-feira com Munguzá, Bacalhau e muita alegria estendem o Carnaval em Olinda

Foto: Thiago Bunzen
Foto: Thiago Bunzen

O clima já é de saudades em Olinda, nesta Quarta-feira de Cinzas, com foliões que não querem deixar a folia acabar. Logo cedo, a partir das 5h, a missão saborosa foi de forrar o estômago para cair no passo, com o tradicional “Munguzá de Zuza Miranda e Thaís”. Não faltou disposição. Em seguida, foi a vez do “Bacalhau do Batata” sacudir as ladeiras do Sítio Histórico, ao som do puro frevo. Uma multidão resistente se concentrou no Alto da Sé, fazendo jus a fama do Maior Carnaval do Mundo.

O engenheiro paulista, Nicola Cursino, 59 anos, não dispensou a fantasia para brincar a festa. Acompanhado da esposa Meiri, 57, ele se encantou com a presença de ingredientes como cebola, tomate, cenoura e próprio bacalhau fresco, todos afixados ao estandarte. “Uma festa linda, original, e que nos obriga a voltar todos os anos”, disse ela. Foi assim também com o grupo de turistas argentinos que se instalou na Cidade Alta para curtir o Reinado de Momo. “Ninguém quer ir embora”, disse a estudante Paola Brim, 27, que liderava o time. A professora Janaina Pascoal, 49, também improvisou na coreografia. “O importante é se divertir”, brincou.

De acordo com a presidente, Fátima Araújo, sobrinha de Batata, a cada edição o bloco se reinventa. “A alegria é enorme, mantendo sempre viva essa memória” disse. O garçom Isaías Pereira da Silva, que morreu em 1993, trabalhava durante o todo o Carnaval e resolveu montar a brincadeira para não deixar o período passar em branco. “Lembro-me de como era apaixonado por tudo isso, esperando ansioso o ano inteiro por este momento”, contou. Para os foliões de Olinda ainda é preciso fôlego para curtir a programação que se estende em diversos locais. Logo mais, a partir das 21h, o ponto alto fica por conta do show comandado por Alceu Valença, no polo Bajado, em Rio Doce.